Ina May Gaskin fala sobre sexo/amor durante o trabalho de parto.
Um precioso video!
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Comer e beber no parto!

Mais um estudo entre muitos outros que mostra que as grávidas podem e devem poder comer e beber durante o parto!Quando é que os nossos hospitais vão evoluir?Esperemos que em breve!!
Um novo estudo da Cochrane Library demonstrou que, para grávidas de baixo risco, não há razão para limitar a ingestão de alimentos e líquidos duranto o trabalho de parto.
Foram revistos cinco estudos que envolveram mais de 3100 mulheres.
Há décadas que as mulheres são impedidas, nos hospitais e maternidades, de beber ou comer durante o trabalho de parto, fundamentalmente para prevenir situações em que seja necessário recorrer a anestesia geral para realização de uma cesariana. A inalação de alimentos ou líquidos regurgitados é um risco durante a anestesia. Acontece que as técnicas de anestesia já evouiram muito desde os anos 40, época em que surgiram os primeiros estudos que aconselhavam a prática do jejum para as mulheres em trabalho de parto. A anestesia geral é mais segura e há hoje mais recurso a anestesia epidural para realização de cesarianas.
Na mesma linha da revisão da Cochrane, o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia publicou um comunicado dirigido aos médicos onde se informava as grávidas sem riscos nem complicações poderiam, durante o parto, beber pequenas quantidades de líquidos, como água, sumos de fruta sem polpa, chá, café, ou bebidas energizantes para desportistas.
A Cochrane Library é uma instituição internacional que reune e revê a investigação médica em diversas áreas.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Reiki, Reflexologia e Acupunctura no parto

Reiki
O reiki é uma arte tibetana que consiste em canalizar energia vital através das mãos e que foi redescoberta no Japão em meados do século passado. Os sábios acreditavam que a energia envolve e penetra tudo o que vive e que o corpo utiliza a energia vital para se reconstruir, em caso de doença.
Quando há bloqueio dessa energia vital, há um enfraquecimento das funções vitais com consequente aparecimento de perturbações físicas e mentais.
Sendo a energia vital de importância capital, a sua carência poderá estar na origem de grande parte dos conflitos, grandes e pequenos, com os quais somos confrontados no nosso dia a dia. No parto, o objectivo do reiki é dar harmonia e tranquilidade à mulher e ajudar a diminuir o sofrimento. Pode ser feito pela própria pessoa ou por um terapeuta.
Reflexologia
A Reflexologia é uma ciência fascinante e uma forma extremamente eficaz de massagem terapêutica que conquistou um lugar de destaque no campo da medicina natural complementar. Realizam-se pressões específicas em pontos reflexos, especialmente nos pés, na premissa de que as áreas reflexas dos pés correspondem a todas as partes do corpo, embora também possa ser feita nas mãos. As origens da Reflexologia remontam à antiguidade, quando as terapias de pressão eram conhecidas como uma forma de medicina preventiva e terapêutica.
Com a Reflexologia pretende-se ajudar a equilibrar todos os sistemas corporais, estimulando as áreas pouco activas e acalmando as áreas hiperactivas. Actua aos níveis fisiológico, psicológico e espiritual. Esta técnica é utilizada durante o trabalho de parto para aliviar as dores, uma vez que pode ajudar a libertar as endorfinas (os nossos "anestésicos naturais").
Acupunctura
A Acupunctura é uma terapia de origem chinesa, com pelo menos 4 mil anos de existência, que se expandiu na Europa e nos EUA na 2ª metade do século passado. Consiste na inserção de agulhas muito finas na superfície do corpo e em pontos muito específicos, com o objectivo de reequilibrar a energia do organismo e assim eliminar a doença. A energia circula ao longo do nosso corpo através de uma rede de canais que se cruzam entre si. Quando é bloqueada ou se desequilibra (por acção de agentes externos, das emoções ou da alimentação) surge a doença. A inserção das agulhas em determinados pontos desses canais vai então estimular a boa circulação da energia, dispersando-a se estiver em excesso ou tonificando-a se estiver em deficiência.
Os efeitos terapêuticos da acupunctura foram confirmados por estudos capazes de mostrar que a inserção de agulhas em pontos específicos do corpo activam determinadas áreas do cérebro, relacionadas com o controle da dor, da ansiedade, das emoções, de vómitos e náuseas entre outros. A acupunctura promove alterações na secreção de neurotransmissores e de neurohormonas, além de ocasionar aumento do fluxo sanguíneo e da imunidade. Pode ser utilizada para acelerar o trabalho de parto, diminuir as dores e até facilitar a rotação do bebé quando este quando este se apresenta numa posição difícil. Para diminuir a dor durante o parto, o acupunctor coloca as agulhas nos pontos responsáveis pela libertação das endorfinas.
O tratamento com a acupunctura aborda o doente de uma maneira global e não direccionada para determinada parte do corpo, avalia e trata o aspecto emocional de cada um e diminui a necessidade de medicamentos utilizados.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Parto e prazer

Prepare-se para quebrar o paradigma de que parir é sofrer. Pela primeira vez numa revista feminina brasileira, a relação entre maternidade e sexualidade – sem tabus
Kalu Brum tem 29 anos e é mãe de Miguel, nascido há dois de forma natural. Ninguém melhor do que ela para descrever o parto: “Lembro da sensação quente, do escorregar daquele pequeno corpo pelas minhas entranhas. Eu estava ali, nua, fêmea, selvagem, desfrutando do prazer mais intenso que já vivi. Um longo orgasmo selou sua passagem para esta vida, quebrando com o paradigma de que nascer é sofrer”.
Gozar no parto, como assim? Qualquer menina com mais de 15 anos sabe a resposta sobre “a pior dor que existe”: “A do parto, claro!”. Mas, para as mulheres que passaram por uma experiência de parto natural, há uma opinião unânime: é possível sentir as contrações com prazer. Isso porque a mulher, assim como cada fêmea do reino animal, possui um sistema reprodutivo perfeitamente organizado para a manutenção da espécie, garantindo que gestar e parir sejam experiências seguras – e até prazerosas. Num parto normal, livre de intervenções médicas, o organismo se encarrega de produzir os próprios analgésicos. Tudo bem, isso você já sabe, já viu no Discovery Home and Health, já leu no blog de uma amiga natureba. Provavelmente, porém, você desconhece mulheres que relatam verdadeiros orgasmos durante o parto. “É lógico que a mulher pode ter uma experiência prazerosa e estimulante ao parir. Nem todo parto resulta num orgasmo, mas se tudo ocorrer de forma equilibrada, e a mulher não fizer uso de analgesia, é perfeitamente possível que ela tenha um momento de grande prazer, principalmente na hora da expulsão do bebê”, afirma Carlos Czeresnia, ginecologista obstetra que acompanha partos há 35 anos e que, entre outras coisas, foi chefe do setor de ginecologia do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas/FMUSP e é especialista em reprodução humana. “Os movimentos de distensão e contração do períneo no momento em que o bebê vai sair são muito semelhantes à sensação do orgasmo. E o cérebro interpreta esses estímulos neurais com respostas de prazer. O parto e o orgasmo percorrem o mesmo caminho neurológico”, completa.
Jato de prazer
O assunto, tratado como tabu por muito tempo, tem vindo à tona em conversas de recém-mães. E também por causa de um documentário que rodou os festivais de cinema do mundo, o Orgasmic Birth (veja box). “O parto é um ato fisiológico e não cirúrgico. Durante o trabalho de parto, o principal hormônio produzido, responsável pelas contrações do útero, é a ocitocina, liberada em situações de prazer. Esse hormônio é produzido em jato, por exemplo, durante o orgasmo feminino e também na amamentação”, esclarece. Adaílton Salvatore, ginecologista obstetra, especialista em homeopatia e acupuntura. Com mais de 1.600 partos no currículo – 65% deles normais – e passagens por maternidades na França, na Alemanha e na Inglaterra, o médico explica que, durante o trabalho de parto, muitas glândulas funcionam ao mesmo tempo e são muitos os hormônios atuantes. Entre eles, estão os opioides endógenos, cuja molécula, semelhante à do ópio, provoca um estado de euforia, alegria, leveza. “Nesse contexto, o parto pode ser visto como um rito de passagem.”
Respira e goza
Para sentir prazer no parto, a mulher não pode ter medo. A sensação de perigo alerta o cérebro, que acaba por produzir mais adrenalina – inibidora da ocitocina –, deixando corpo e mente sob estresse. Mas medidas simples podem ser tomadas para que tudo aconteça de forma equilibrada, permitindo que o sistema límbico, parte mais primitiva do cérebro, produza as substâncias necessárias a essa orquestração hormonal. “Um parto próximo do ideal é aquele em que a mulher pode esquecer a razão, se desligar do funcionamento racional do cérebro, representado pelo neocórtex”, explica a psicanalista Vera Iaconelli, do Instituto Sedes Sapientiae. “A mulher tem direito a relaxar, a não ser interrompida, a ficar em contato com o seu corpo. O trabalho de parto implica um funcionamento muito primitivo, que ocorre em situações excepcionais, como durante o sexo”, compara.
Geralmente expostas a ambientes com luz forte, barulhos, gente entrando e saindo, as parturientes não conseguem relaxar: “Não dá para ter prazer no parto com medo, assim como não dá para ter prazer no sexo se estiver amedrontada. Para ter prazer sexual você precisa de intimidade. Só assim é possível desligar o neocórtex. Sob pressão, ninguém tem prazer”, ressalta Ana Cristina Duarte, doula (profissional que garante o bem-estar da mulher durante o parto) e parteira formada no ano passado na primeira turma do curso superior de obstetrícia da USP, reaberto em 2005 após 33 anos de extinção.
Sheila Ribeiro, quando pariu sua segunda filha, estava no lugar mais íntimo do mundo, sua casa. Ela já tinha sentido um orgasmo durante a expulsão da primogênita, Thalita. Mas a dilatação ocorreu de maneira tão rápida e indolor no segundo parto que Naiara nasceu de repente, desassistida por médicos e enfermeiras. “De cócoras, tive o maior orgasmo da minha vida, com aquela sensação que partiu da vagina e percorreu meu corpo inteiro, da ponta do dedão ao último fio de cabelo”, confessa. A advogada, hoje com 49 anos, atribui a “maravilhosa experiência” ao seu estilo de vida saudável, à prática de exercícios, ao tratamento homeopático. Sua teoria encontra respaldo na maneira como pensa – e trata as pacientes – o doutor Adaílton. Para ele, o primitivo está completamente esquecido hoje, afinal, vivemos na era da razão. “Pensamos: ‘Para que caminhar, se posso ficar em casa e produzir algo?’. A atividade física perdeu para a intelectual. Nesse clima competitivo, a mulher vive sob adrenalina, fabricando mais testosterona”, afirma o médico, que argumenta que o sistema imunológico de muitas mulheres está desvitalizado. Atribui isso ao estilo de vida da maioria da população, que come alimentos refinados, pobres em oligoelementos (microminerais fundamentais para a formação de enzimas vitais). “Tudo isso altera nossa fisiologia. O trabalho de parto é uma maratona, o organismo precisa estar bem. Ouça os gritos de uma mulher durante o parto: são guturais. Urros instintivos que emergem da parte mais primitiva de seu cérebro.”
Armadilha
Debra Pascali-Bonaro, doula há 26 anos, mãe de três filhos de parto natural, conhece essa história: “O parto possibilita uma nova perspectiva de si mesma. As mulheres que têm um parto prazeroso sentem-se confiantes, conscientes de seus poderes. Temos que questionar o sistema que medicalizou o parto, pois muitas mulheres perdem a oportunidade, profundamente transformadora, que pode ser dar à luz”, diz a americana, autora do documentário Orgasmic Birth.
Assim como Debra, as 15 mulheres ouvidas para esta reportagem concordam que, muitas vezes, os esquemas dos médicos acabam impedindo que a mulher experimente esse prazer. Ao mesmo tempo, elas constatam que isso também pode virar uma armadilha. Além de “ter que” ser linda, superprofissional, boa mãe, ter parto normal, só faltava a mulher “ter que” sentir prazer ao parir: “A ideia é resgatar a naturalidade do parto e, assim, também a sexualidade inerente a ele. Mas idealizá-lo pode gerar frustração”, destaca Vera, seguida por Ana Cris, a doula: “É perigoso colocar o orgasmo como um objetivo”. Entenda-se: para permitir que o menor diâmetro da cabeça se molde para atravessar a pelve materna, o bebê costuma se virar em algum momento. “Ao passar pelo canal de parto (vagina), ele apoia a parte de trás da cabeça, o cocuruto, bem onde está o clitóris, para fazer um movimento rotativo e poder sair. Esse apoio se dá em uma região repleta de receptores de prazer. Além disso, a cabeça do bebê funciona como um rolo compressor, relaxando e tonificando os músculos da pelve”, explica o doutor Adaílton.
Professora da técnica corporal Alexander, Ana Thomaz, 42 anos, gargalhava durante as contrações: “Eu não acreditava que estava tendo um parto orgásmico! Já tinha ouvido falar nisso, mas não nutri nenhuma expectativa nesse sentido”, conta. Talvez tenha sido justamente essa falta de expectativa que a tenha levado a um parto prazeroso. “A gestante precisa buscar informações além dos consultórios. Muitos médicos desestimulam o desejo de um parto normal, então é melhor encontrar um profissional que abra o maior leque de possibilidades”, aconselha a psicanalista Vera.
Tão imprevisível quanto o prazer ao amamentar, capítulo seguinte ao parto, quando muitas mulheres se assustam ou se envergonham da sensação prazerosa que têm ao dar de mamar. “Por que a natureza colocou receptores de prazer no mamilo? A mama é para o filhote e a mulher deve, sim, sentir prazer. Todos esses hormônios que ela produz, a endorfina, a ocitocina, vão para o leite do bebê”, afirma Ana Cris, antes de concluir: “Mas a amamentação é politicamente correta, cena plácida, que recebe campanhas de incentivo. Mas prazer no parto? Como assim, é louca?”.
SEGREDO BEM GUARDADO
Após trabalhar por mais de duas décadas assistindo partos, a doula e educadora perinatal Debra Pascali-Bonaro percebeu que a mídia norte-americana tratava o nascimento como uma questão de emergência médica. “Por que ninguém falava sobre a natureza sensual do parto, do êxtase que ele pode proporcionar?” Começou, então, a falar do assunto para pequenos grupos de gestantes. Mas não estava satisfeita, queria contar para um grande número de pessoas. E foi dormindo que Debra teve o insight. “Tive um sonho com o filme e, quando acordei, tinha encontrado a fórmula!” Ao registrar o aspecto sexual do nascimento através da história de 11 casais que optaram pelo parto normal, o filme, intitulado Orgasmic Birth, causou comoção no circuito mundial de festivais quando foi lançado, em 2007. Foi exibido, inclusive, durante o Festival do Rio 2008. “Já rodou em 31 países. Não tinha ideia de que este seria um assunto de tanto interesse no mundo todo”, diz Debra. “Acho fundamental que os casais grávidos ouçam histórias de quem teve um parto prazeroso. Ao assistir ao filme, uma nova perspectiva se abre a quem espera uma criança. Brinco que o documentário revela um segredo bem guardado. Afinal, se a mulher não conhece suas opções, então ela não tem nenhuma.” Vai lá: www.orgasmicbirth.com
“SENTIA QUE TINHA VIRADO BICHO”
POR DANIELA BUONO*
“Passei dias trabalhando na edição de um vídeo que quase me enlouqueceu. No dia da entrega, fui ao banheiro e, de repente, chuáááá: ‘Caraca, a bolsa estourou!’. Fiquei aflita e chamei o editor. ‘Fala sério, Dani! Não tenho a menor ideia do que fazer numa hora dessas.’ Nem eu tinha. Fiquei lá mais um pouco, sentada, retomando as lições aprendidas nos últimos meses. Estava com 36 semanas e três dias, o que significava que minha bebê ainda estava prematura. O que seria do meu sonho de ter um parto natural? ‘80% a 90% de chance de ser um parto normal’, disse o médico. ‘Mas precisamos que você entre em TP (trabalho de parto) nas próximas 24horas’, completou. Flávio me pegou e fomos para a maternidade. Tomei um banho e me sentia tão feliz... Parecia que estava me preparando para casar. Tinha certeza de que daria tudo certo!
A doula me aconselhou a relaxar porque a adrenalina podia atrapalhar a ação da ocitocina, o hormônio que eu precisava produzir para começar o TP. As contrações já estavam fortes, mas suportáveis. Senti um imenso prazer por perceber que a hora estava chegando. Sentia dor, mas também prazer e muita emoção. A cada contração, uma força maior me atravessava. E essa força ia, pouco a pouco, me conectando a todas as minhas ancestrais, como se elas estivessem me contando um segredo. Procurava toda hora os olhos do Flávio, como se precisasse passar um pouco daquela energia pra ele.
Aí a dor aumentou muito e eu já não achava posição. Os gemidos aumentaram, eu estava começando a temer aquela dor. Parecia mais forte do que eu. Fui para o chuveiro e algo sobrenatural aconteceu: sentia que tinha virado bicho. Não havia mais razão, eu era puro instinto! Estava concentradíssima em me deixar abrir para o neném passar. Finalmente, dilatação total. Numa determinada contração, senti o tal anel de fogo, a bebê passando pela vagina. Fiz o dobro de força. Dei um grito e senti um enorme alívio: passou cabeça e corpo de uma vez. ‘Nasceu, Dâ! Nasceu a Maria Clara, meu amor!’, disse o Flávio, superemocionado. Na hora em que ela saiu, ele começou a gemer de êxtase...”
* Daniela Buono, 35 anos, é jornalista, roteirista e diretora de vídeo.
Além de Maria Clara, de 4 anos, é mãe de Bebel, de 1.
In Revista Tpm, Brasil
14.05.2009 | Texto por Fernanda Danelon Ilustração Milena Galli e Rafaela Ranzani
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
As mulheres devem poder comer e beber durante o parto!

Comer e beber durante o trabalho de parto deve ser permitido, segundo uma revisão de estudos publicada esta semana no Cochrane Review.
Os investigadores analisaram cinco estudos, com 3130 mulheres, para concluir que não há qualquer benefício em restringir alimentos e bebidas durante o trabalho de parto nas grávidas de baixo risco.
A proibição de comer e beber tem por base uma investigação de 1940. Nesse trabalho, verificou-se existir um risco acrescido de os conteúdos do estômago entrarem nos pulmões durante uma anestesia geral, o que poderia levar a doença pulmonar grave ou mesmo morte.
Mas, desde 1940, a medicina evoluiu muito. A técnica anestésica foi bastante melhorada e as anestesias gerais em partos são muito raras. O risco de ter comida no estômago não se verifica na anestesia regional, como a epidural.
Os autores da revisão de estudos lembram ainda que a falta de nutrientes pode estar associada a partos mais longos e dolorosos e que o jejum não garante um estômago completamente vazio.
Assim, as recomendações são: «As mulheres devem poder comer e beber durante o parto, ou não, como elas quiserem».
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Mitos e factos da gravidez e parto
Fartas de ouvir histórias de terror e coisas assustadoras durante a vossa gravidez??Então espreitem este excelente artigo da Humpar sobre mitos e factos durante a gravidez e parto!;)
http://www.humpar.org/artigo_mitos_factos_gravidez_parto.htm
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Posições para o parto

(clique na imagem acima para a aumentar)
Durante o trabalho de parto existem posições que podem contribuir para o alivio das dores durante as contracções e consequentemente ajudar a grávida a sentir-se mais confortável...
O importante é que a grávida não fique durante todo o trabalho de parto parada e deitada de costas, pois isso alem de tornar o trabalho de parto mais doloroso, não contribui para o avanço do mesmo,a grávida deve mexer-se e procurar uma posição em que se sinta mais confortável!
Ficam aqui algumas sugestões:
Ajoelhar-se.
Use uma bola de parto ou faça um monte com almofadas e encoste-se a ele.
É uma boa posição para aliviar e relaxar.
No hospital, levante a cabeça da cama e ajoelhe-se na parte mais baixa da cama e descanse os braços e tronco na parte alta da cama(cabeceira).

Inclinar-se para a frente.
Seja sentada numa cadeira ou apoiada na cama do hospital.
Esta posição pode aliviar as dores nas costas e é boa para o acompanhante ou a doula fazerem uma massagem no fundo das costas.

Balançar.
Balance-se para a frente e para trás, para os lados, pode usar uma cadeira, uma bola de parto, estar de pé,como preferir!

De cócoras.
Esta posição como abre mais a pélvis, facilita a descida do bebé para o canal de parto.
Use uma cadeira, uma parede, ou então peça ao seu companheiro ou doula para se sentarem numa cadeira e assim a apoiarem e ajudarem a suster o seu peso quando está de cócoras virada para eles.
Esta posição também é muito boa para o período expulsivo.

Uma perna elevada.
Coloque o pé em cima de uma cadeira e durante a contracção incline-se suavemente para a frente.

Dançar.
Apoie-se no seu companheiro ou doula, ponha os seus braços à volta do pescoço dele,encoste a cabeça no seu peito de forma a que o acompanhante ajude a suster o seu peso e dance, baloice-se, faça oitos com a anca,seja imaginativa e procure o ritmo que a alivia durante as contracções.
Também é boa para enquanto alguém a segura, outra pessoa fazer massagens nas costas.

Deitada de lado.
Se estiver cansada esta pode ser uma boa posição para descansar.
Deite-se de lado com uma almofada entre as pernas e relaxe.

De gatas.
Esta posição pode ajudar a aliviar as dores nas costas devido ao peso exercido pelo bebé e ajuda o bebé a girar-se e a posicionar-se melhor para o parto.
É uma boa posição para o período expulsivo.

Se no período expulsivo não puder estar noutra posição esta é uma boa alternativa.
Sente-se, pode pedir ao seu companheiro ou doula que se sentem por detrás de si e a apoiem, incline-se para a frente e puxe os seus joelhos atrás.

Lembre-se, o importante é estar confortável seja em que posição for,
experimente as posições que quiser e mude de posição sempre que lhe apetecer.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Sinais de trabalho de parto

O trabalho de parto ocorre normalmente entre a 38ª semana e a 42ª semana de gestação.
Existem alguns sinais de que o parto começou ou irá começar em breve,tais como:
- Expulsão do Rolhão Mucoso, que consiste na eliminação, pela vagina, de muco gelatinoso,transparente, rosado ou acastanhado. A sua expulsão pode ocorrer dias ou horas antes do parto e significa que o nascimento estará para breve.
- Rotura da Bolsa de Águas, que é a saída de líquido amniótico pela vagina, devido à rotura das membranas que envolvem o bebé. Pode sair lentamente e apenas sentir humidade nas cuecas(também muitas vezes causada por perdas de urina) ou de repente, em grande quantidade. Normalmente, é claro e transparente. Desde a rotura de bolsa de água até ao desencadear do trabalho de parto e contracções pode demorar algumas horas ou até dias(Após a rotura de bolsa convém evitar relações sexuais antes do trabalho de parto começar).
- Contracções Uterinas Regulares - No início do trabalho de parto, as contracções são irregulares (isto é, os intervalos não são certos) e são pouco frequentes. Começa por sentir que a barriga fica rija, podendo não haver dor. Progressivamente, vão-se tornando mais regulares, mais intensas e mais próximas. Quando as contracções forem regulares, com intervalos de dez minutos, o parto está próximo. Mas atenção que é frequente a partir do 6ºmês haverem contracções, mas ocasionais e não dolorosas, são as chamadas contracções de Braxton Hicks.
É um momento muito especial, de amor, alegria, família!
Alívio da dor no trabalho de parto
Algumas medidas para o conforto durante o trabalho de parto:
A parturiente pode tentar todas as que quiser. Certifique-se de sentir-se confortável. O que propicia uma deliciosa sensação de alívio para uma mulher pode não servir para outra. E, com o avanço da dilatação, o que antes parecia confortável torna-se incómodo. Tanto a mulher quanto seus acompanhantes devem estar prontos para ir mudando as técnicas.
Ambiente:
· Pouca luz(velas por ex)
· Som “pacífico” (parecem ser melhores os sons da natureza (como pássaros, água correndo, ondas).
· Privacidade (em alguns locais isso é um pouco difícil, mas pode ser conseguido com um “isolamento” com cortinas improvisadas com lençóis, por exemplo.
· Aconchego
· Música
Físico:
· Caminhar
· Balançar a pelve
· Deitar sobre travesseiros
· Dançar “música lenta” com o parceiro
· Sentar na “bola de parto”
· Levantar o abdómen
Toque:
· Massagem
· Afagar/ acariciar
· Contrapressão na região lombar
Calor:
· Banho de banheira
· Banho de chuveiro
· Compressas quentes
. Água a escorrer sobre as costas/região lombar
Frio:
· Compressas frias
· Tecido frio para colocar no rosto
Cognitivo:
· Visualização
· Afirmação
· Atenção na própria respiração
· Padrões de respiração
· Não focar a atenção em nada (atenção a todos os sons, cheiros, sensações táteis sem focar)
· Meditar
Outros:
· Aromaterapia(em especial cheiros doces como amêndoas doces)
· Cromoterapia
. Homeopatia
· Vocalização
· Acompanhante ao parto
. Acupunctura
. Hipnose
Fonte:Amigas do parto e Roxana Knobel

A parturiente pode tentar todas as que quiser. Certifique-se de sentir-se confortável. O que propicia uma deliciosa sensação de alívio para uma mulher pode não servir para outra. E, com o avanço da dilatação, o que antes parecia confortável torna-se incómodo. Tanto a mulher quanto seus acompanhantes devem estar prontos para ir mudando as técnicas.
Ambiente:
· Pouca luz(velas por ex)
· Som “pacífico” (parecem ser melhores os sons da natureza (como pássaros, água correndo, ondas).
· Privacidade (em alguns locais isso é um pouco difícil, mas pode ser conseguido com um “isolamento” com cortinas improvisadas com lençóis, por exemplo.
· Aconchego
· Música
Físico:
· Caminhar
· Balançar a pelve
· Deitar sobre travesseiros
· Dançar “música lenta” com o parceiro
· Sentar na “bola de parto”
· Levantar o abdómen
Toque:
· Massagem
· Afagar/ acariciar
· Contrapressão na região lombar
Calor:
· Banho de banheira
· Banho de chuveiro
· Compressas quentes
. Água a escorrer sobre as costas/região lombar
Frio:
· Compressas frias
· Tecido frio para colocar no rosto
Cognitivo:
· Visualização
· Afirmação
· Atenção na própria respiração
· Padrões de respiração
· Não focar a atenção em nada (atenção a todos os sons, cheiros, sensações táteis sem focar)
· Meditar
Outros:
· Aromaterapia(em especial cheiros doces como amêndoas doces)
· Cromoterapia
. Homeopatia
· Vocalização
· Acompanhante ao parto
. Acupunctura
. Hipnose
Fonte:Amigas do parto e Roxana Knobel

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